08/08/2017 - 12:43 - Atualizado em 08/08/2017 - 16:23

Dia Nacional de Controle do Colesterol - 8 de agosto

O colesterol alto é uma doença silenciosa cujo diagnóstico é feito após o resultado de exames de sangue, que devem ser solicitados pelo médico. A cada 1% de redução dos níveis de colesterol LDL no sangue, reduz-se em 2% o risco de doenças cardiovasculares


Uma dieta saudável é importante para controlar o colesterol ruim


No dia 8 de agosto o Brasil comemora o Dia Nacional de Controle do Colesterol. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares são as principais responsáveis pelos óbitos registrados anualmente no Brasil. O desenvolvimento dessas doenças está associado a diversos fatores de risco que podem ser controlados, como: alimentação, prática de atividades físicas, obesidade, aumento do colesterol, pressão alta, diabetes e tabagismo.

O que é Colesterol

O colesterol desempenha funções essenciais em nosso organismo, como a produção de alguns hormônios, tais como vitamina D, testosterona, estrógeno, cortisol e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. É um componente estrutural das membranas celulares em nosso corpo e está presente no coração, cérebro, fígado, intestinos, músculos, nervos e pele. No entanto, o excesso de colesterol é prejudicial e aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Isso porque pode formar placas de gorduras na parede das artérias, dificultando o fluxo sanguíneo ou até mesmo obstruindo essa passagem.

Os tipos mais comuns de colesterol são:

• HDL conhecido como "colesterol bom"

• LDL conhecido como "colesterol ruim ou mau colesterol"


Colesterol Total

Adultos maiores de 20 anos

Desejável

menor que 200 mg/dl

Máximo

entre 200-239 mg/dl

Alto

maior que 240 mg/dl

Colesterol LDL (ruim)

Adultos maiores de 20 anos

Ótimo

menor que 100 mg/dl

Desejável

entre 100-129 mg/dl

Máximo

entre 130-159 mg/dl

Alto

entre 160-189 mg/dl

Muito alto

maior que 190 mg/dl

Colesterol HDL (bom)

Adultos maiores de 20 anos

Desejável

maior que 60 mg/dl

Baixo

menor que 40 mg/dl

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)

Sintomas e exames — O colesterol alto é uma doença silenciosa, logo a sua identificação ocorre somente por exames de sangue que devem realizados a pedido do seu médico.

Principais Causas - Muitos fatores podem contribuir para o aumento do colesterol, como tendências genéticas ou hereditárias, obesidade, idade, gênero, diabetes e sedentarismo. No entanto, um dos fatores mais comuns é a dieta já que 30% do colesterol do nosso organismo é proveniente na nossa alimentação. As gorduras, sobretudo as saturadas, presentes em alimentos de origem animal, contribuem para a elevação do colesterol sanguíneo.

Tratamento Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e grãos evita o aumento do colesterol, além da prática de exercícios físicos e evitar o fumo e o estresse. Em muitos casos está indicado o uso contínuo de medicamentos.

Segundo o Dr. Pedro Pinheiro, do site MD. Saúde, em indivíduos com níveis de colesterol apenas um pouco elevado, simples alterações na dieta podem reduzir ou até mesmo evitar o uso de medicamentos contra o colesterol.

Qualquer grau de redução no colesterol é bem-vindo, já que a cada 1% de redução dos níveis de colesterol LDL no sangue diminui-se em 2% o risco de doenças cardiovasculares. É importante salientar que além da dieta, para reduzir o colesterol também são essenciais o controle do peso corporal e a prática de exercícios físicos regulares.

Dieta para baixar o colesterol

Uma dieta saudável é indicada para qualquer indivíduo, mesmo aqueles com níveis de colesterol controlados. Entretanto, quanto maior for o valor do colesterol LDL, mais importantes se tornam as mudanças de hábito de vida. Uma dieta voltada para controle do colesterol está indicada para todos aqueles com colesterol LDL acima de 130 mg/dL. No caso de pacientes com antecedentes pessoais de doença coronariana, a dieta deve ser feita de modo a ajudá-lo a manter o LDL abaixo de 100 mg/dL.

O site MD. Saúde traz dicas gerais sobre alimentos e suplementos no controle do colesterol, mas lembra que, para otimizar os resultados, é importante consultar um nutricionista, para que este possa traçar uma estratégia apropriada para cada caso em particular.



Frutas e vegetais ajudam a reduzir o colesterol LDL e devem ser a base da alimentação


Regra geral deve-se evitar gorduras saturadas, principalmente as saturadas do tipo trans. As gorduras mais saudáveis são as gorduras insaturadas, principalmente as monoinsaturadas, encontradas em alimentos como o azeite, canola, abacate, amendoim e nozes.

Carnes Não é preciso cortar carnes da dieta, mas dê preferência a peixes. Carnes de aves sem pele também são uma opção. Carne de boi ou porco somente se forem cortes magros. A quantidade ideal de carne por dia é de 150 a 200g. Deve-se evitar carnes com cortes gordos, entrecosto, carne de órgãos e carnes fritas (inclusive peixes); linguiça; salsicha; mortadela; salame; presunto e bacon.

Camarão, polvo e lulas — Deve-se sempre dar preferência à proteína vegetal em vez da proteína de origem animal. A carne de soja é um ótimo substituto para as carnes de origem animal.

Ovos Pode-se comer ovos, porém não mais do que 4 gemas por semana (nos casos mais leves) e não mais que 2 gemas por semana nos casos de colesterol mais elevado ou de alto risco cardiovascular. Nesta conta, são incluídos alimentos que levam ovos, como bolos e massas. A clara não tem colesterol e pode ser consumida sem medo.

Leite e derivados — O leite deve ser sempre desnatado. O mesmo vale para queijos e iogurtes. Dê preferência ao queijo magro. Evite os queijos gordos. Ao contrário do que muita gente pensa, a muçarela de búfala não é um queijo magro. Na verdade, ela é mais gordurosa até do que a muçarela comum. Se quiser usar creme de leite na preparação de algum prato, use o à base de soja, cujo sabor é muito parecido. Também tenha cuidado com sorvetes cremosos.

Margarina — Não se deve usar manteiga, mas sim margarina especiais. Já há no mercado margarinas com esteróis vegetais (fitosteróis) que comprovadamente ajudam a baixar os níveis de colesterol LDL.

Óleo de peixe — O omega 3 é um tipo de gordura encontrada em peixes gordos, principalmente salmão, nas sementes de linhaça, óleo de linhaça, óleo de canola, óleo de soja e nozes. O óleo de peixe também pode ser encontrado em cápsulas. O seu consumo regular diminui a incidência de eventos cardiovasculares e ajuda a reduzir os níveis de triglicerídeos. Sugere-se o consumo de no mínimo duas refeições por semana com peixes ricos em omega 3.

Soja — A proteína de soja, apesar de não baixar diretamente os níveis de colesterol, é indicada nos pacientes com colesterol alto por ser uma fonte de proteína com baixa quantidade de gordura saturada e grande quantidade gorduras insaturada.

Nozes, amêndoas, avelã, pistache e castanha são boas opções para redução do colesterol LDL.

Alho Apesar da crença popular, não há evidências de que o alho tenha ação direta na redução do colesterol LDL.

Chá verde — O chá verde, comprovadamente, reduz os níveis de LDL. É uma boa opção.

Fibras — O consumo regular de alimentos ricos em fibras ajuda a reduzir os níveis de LDL. Coma o máximo de alimentos com fibras que conseguir.·

Frutas e vegetais As frutas e vegetais ajudam a reduzir o colesterol LDL e devem ser a base da alimentação.

Óleos vegetais — Os óleos vegetais, como azeite, soja, girassol, canola, milho, algodão e arroz não possuem gordura saturada e são ótimas fontes de gordura saudável (gorduras insaturadas). Mas atenção, eles não devem ser fervidos, pois altas temperaturas mudam sua estrutura química transformando-os em gordura saturada (gordura ruim).

Chocolate amargo — Enquanto o chocolate comum costuma aumentar os níveis de colesterol, o chocolato amargo é rico em flavonoides, substâncias que diminuem o LDL.

Pão integral e cereais de aveia, milho ou trigo são indicados. Deve-se evitar: croissants, pães nos quais ovos, gordura ou manteiga sejam os ingredientes principais, biscoitos com alto teor de gordura, bolos, muffins contendo leite integral, gemas de ovos ou óleos saturados.

É importante salientar que a dieta e os exercícios conseguem baixar os níveis de colesterol em até 20-30%, sendo muitas vezes o suficiente para se atingir níveis adequados. Mesmo naqueles pacientes que precisam de remédios para controlar o colesterol, a dieta é importante pois potencializa a ação das drogas, fazendo com que seja necessário o uso de doses menores, diminuindo os custos do tratamento e a incidência de efeitos colaterais.

Postado por: Comunicação/Postal Saúde

Fontes: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)

http://prevencao.cardiol.br/fatores-de-risco/coles...

MD. Saúde

http://www.mdsaude.com/2011/07/dieta-para-baixar-o...

Fotos: Free stock photos · Pexels