08/03/2018 - 09:00 - Atualizado em 08/03/2018 - 11:57

Cinco mulheres que contribuíram para o avanço das ciências no Brasil e no mundo

Conheça o que essas personalidades femininas fizeram para mudar a história na área de saúde, em épocas distintas


Adriana Melo, médica e pesquisadora

Primeira médica a apresentar, em 2015, provas da relação entre o zika vírus e a microcefalia.

A médica da maternidade pública de Campina Grande, na Paraíba, dedica sua carreira ao atendimento de gestações de alto risco da região. Ela foi a primeira profissional de saúde a apresentar provas da relação entre o zika vírus e a microcefalia.

Adriana achou estranho a quantidade de casos de fetos com a malformação e, após receber uma nota alertando para o aumento nos casos de microcefalia em mulheres que tiveram manchas vermelhas (sintoma de zika) nos primeiros meses de gravidez, pesquisou uma possível ligação entre os dois. Pouco tempo depois, em mostras de sangue e tecidos de um bebê que veio a óbito, foi identificada a presença do zika vírus. (Foto: Divulgação)


Mayana Zatz, geneticista

Geneticista, desenvolveu uma importante técnica que trouxe avanços na compreensão das dos mecanismos causadores de doenças genéticas.

É vista na comunidade científica como um dos maiores nomes nos estudos de doenças neuromusculares e também como uma autoridade nas pesquisas com células-tronco.

É professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo e coordenadora do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e células-tronco (CEGH-CEL) e do Instituto Nacional de Células-Tronco em Doenças Genéticas.

Membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento (TWAS), é presidente fundadora da Associação Brasileira de Distrofia Muscular (Abdim).

Ganhou vários prêmios nacionais e internacionais, dentre os quais se destacam: o L’Óreal/Unesco para Mulheres na Ciência (2001), Prêmio TWAS em Pesquisa Médica (2004), Prêmio México de Ciência e Tecnologia (2008) e Prêmio Conte Gaetano por trabalhos sociais 2011. (Foto: Divulgação).




Françoise Barré-Sinoussi (1947- dias atuais)

Pesquisadora que descobriu o vírus HIV

A virologista francesa Françoise Barré-Sinoussi foi premiada com o Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta do vírus do HIV em 1983, em uma pesquisa em parceria com Luc Montagnier. Durante mais de 30 anos de sua vida, ela concentrou sua pesquisa no HIV/AIDS e foi fundamental na investigação e as ações em países pobres. Foi também presidente da International AIDS Society (IAS) e continua trabalhando em prol da causa. (Foto: U.Montan)




Gertrude Elion (1918-1999)

Prêmio Nobel de Medicina em 1988

A bioquímica e farmacologista nova-iorquina Gertrude Elion fez parte da equipe que ajudou a desenvolver diversos medicamentos importantes, para tratamento da leucemia e prevenir a rejeição do transplante renal. Seu campo de pesquisa foi motivado pela morte de seu avô, que morreu de câncer. Durante sua carreira desenvolveu 45 patentes e, em 1988, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina. (Foto:http://www.achievement.org/achievers/eli0/large/eli0-025.jpg).




Letitia Mumford Geer (1852 - 1935)


Inventora da seringa

A norte-americana registrou, em 1899, um dispositivo utilizado diariamente na maioria das unidades de saúde de qualquer lugar do mundo. Ela desenvolveu um método de aplicação de substâncias por meio de um pistão, que hoje conhecemos como seringa. O material revolucionou o atendimento na época de seu desenvolvimento, por sua praticidade. Até hoje, a invenção de 1889 continua salvando vidas em todo o mundo.

(Foto: http://www.kiwireport.com/29-life-changing-inventi...)


A data — Em 1977, a Organização das Nações Unidas adotou o 8 de março como Dia Internacional da Mulher em homenagem a 130 tecelãs que morreram em 1857 após uma greve por jornadas de trabalho mais justas nos Estados Unidos. A data foi escolhida para comemorar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres.

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Por: Comunicação/Postal Saúde
Fontes: Portal Brasil, Blog da Saúde,
O Globo