27/11/2017 - 12:04 - Atualizado em 28/11/2017 - 09:03

Confira a segunda matéria da série Eu, minha trajetória profissional e meu plano de saúde – Elizângela Cavalcante de Abreu

Trabalhar na Postal Saúde me humanizou muito”, afirma Elizângela Cavalcante, instrutora dos Correios em Cuiabá (MT)


A fé, a determinação e a vontade de viver de Elizângela
são pontos-chave em sua história de superação


Aceitar os desafios que a vida impõe e vencê-los, um a um, sem se deixar abater, é o comportamento que a instrutora Elizângela Cavalcante de Abreu, 42 anos, adotou como filosofia de vida. Desde que entrou para os Correios, em 15 de outubro de 2007, ela acumulou experiências que influenciaram sua maneira de ver o mundo.

A mais marcante, nesse sentido, foi a oportunidade que teve de trabalhar no Ambulatório da Postal Saúde, em 2014, em Cuiabá (MT), na seção de faturamentos e contratos. “Eu estava acostumada a lidar com números, com processos, e não tinha ideia da complexidade que é lidar diretamente com a saúde das pessoas. Essa experiência me humanizou muito”, conta Elizângela.

Ela explica que antes de trabalhar na Postal Saúde já se dedicava à espiritualidade e a ações sociais, mas esse era um processo que corria paralelo à sua vida laboral. “Eu era técnica; depois, consegui deixar de ser tão técnica e passei a desenvolver essa sensibilidade no ambiente do trabalho”.

Sensibilidade aguçada

“No Ambulatório, entre outros processos, trabalhávamos também com home care (atendimento domiciliar) e a situação dos pacientes com cuidados em casa é ainda mais delicada. É uma lição de vida muito grande, que aumenta nossa capacidade de percepção, nossa consciência, mesmo. Não tem como ser indiferente”, explica a instrutora.

Com essa experiência, a sensibilidade de Elizângela ficou ainda mais aguçada. Além de fazer novos amigos, ela aprendeu a reconhecer em cada colega de trabalho e em cada beneficiário uma parte de si mesma. “Era Deus me preparando para o que viria a seguir”, acrescenta, referindo-se ao problema de saúde que ela mesma teve de enfrentar.

Desafio pessoal

Em agosto de 2016, aos 41 anos, durante os exames preventivos de rotina, foi diagnosticada com um tipo raro de câncer, denominado leucemia mieloide crônica (LMC, na sigla em Inglês) e que acomete uma em cada 100 mil pessoas. “Ao receber a notícia, levei um susto, pois era como se eu tivesse recebendo um atestado de óbito”, conta a empregada, que ficou 12 dias internada imediatamente após o diagnóstico.

Nesses casos, ensina Elizângela, só há duas saídas: ou a pessoa perde as esperanças e se entrega à doença ou luta para vencê-la e alcançar a cura. “Eu fiz a segunda opção”, diz, emocionada. Casada e mãe de Letícia, 6 anos, e Lucas Henrique, 18, ela conta que a maternidade foi a primeira coisa que pensou ao enfrentar a doença. “Preciso cumprir a missão que Deus me deu como mãe”, acrescenta, com firmeza.

Renascimento

A vontade de viver era tanta que Elizângela, cinco dias após a alta hospitalar, foi direto para a Bahia, onde participaria da última etapa da seleção de um concurso para instrutora da Universidade Corporativa dos Correios, a UniCorreios. “Ao sair do hospital, eu me senti como se estivesse nascendo de novo”, conta, emocionada.

Classificada em segundo lugar, no recrutamento em que ofereciam apenas 3 vagas, Elizângela teve que deixar a Postal Saúde para assumir a função de instrutora na UniCorreios, no polo de Mato Grosso (UniCorreios – COUNI – BSB- Polo MT). “Não foi uma decisão fácil sair da Postal Saúde. Lá fiz boas amizades, aprendi a auxiliar o próximo e a ter mais contato com os colegas”.

Superação

Apesar das saudades, ela entrava nessa nova fase disposta a vencer algumas batalhas. A primeira é o tratamento quimioterápico e o controle sistemático da remissão da doença, por meio de exames específicos. A segunda é superar cada etapa com força, coragem e persistência típicos de uma heroína, o que já está acontecendo, ainda que ela não se dê conta disso. Agora, com ritmo menos frenético, Elizângela aproveita para repassar aos colegas dos Correios os conhecimentos acumulados e as lições aprendidas.

Gratidão

“Minha experiência pessoal e profissional nos Correios e na Postal Saúde são oportunidades que tenho para abordar assuntos importantes nos cursos, como a prevenção da saúde para o diagnóstico e o tratamento precoces”. Submetida a medicamentos e exames de alto custo, Elizângela diz ser grata aos Correios e à Postal Saúde pelo seu tratamento. “Ter um plano de saúde é primordial. Agora eu consigo entender tanto o lado da operadora, que possui custos altíssimos, quanto o dos beneficiários, que arcam com parte do compartilhamento”.

Trajetória

Em 10 anos de carreira, a trajetória de Elizângela na ECT seguiu o seu ritmo acelerado. Em 2007, ela aceitou sair da sua zona de conforto e deixar Cuiabá (MT), sua terra natal — onde fez o concurso para contadora —, para assumir a vaga na Diretoria Regional de Rondônia, em Porto Velho, na qual, posteriormente, foi nomeada chefe da seção de Tributos.

Em julho de 2009, foi convidada para trabalhar em Brasília, no setor de Contas a Pagar. Abriu mão da função de chefia e seguiu para a capital federal, onde permaneceu até 2013. Naquele ano, mais uma vez dando lições de desapego, pediu transferência para Cuiabá. “Lá, estava praticamente começando do zero. Mas valeu a pena voltar, pela proximidade da família”, acrescenta Elizângela, que havia perdido o pai dois anos antes e queria estar mais próxima da companhia da mãe.

Ao retornar para Cuiabá, em 2013, foi lotada no Ambulatório do Serviço Médico dos Correios, posteriormente incorporado pela Postal Saúde. Depois, ingressou como Instrutora na UniCorreios. Ávida por conhecimento e com pós-graduação em Auditoria empresarial, com diversos cursos livres, entre eles Educação Corporativa, a instrutora dos Correios sente-se realizada na nova função.

Entusiasmo

Elizângela empolga-se ao falar sobre os cursos que ministra. Atualmente, trabalha no projeto Correios em Ação, voltado para a capacitação profissional dos empregados nessa fase de reestruturação da empresa. “Nós, instrutores, trabalhamos os cursos atuando como multiplicadores da informação. No final, é uma troca de energias. Tanto dou como recebo”, diz.

Planos

Quanto aos planos para o futuro, ela confidencia em alto e bom som: “ficar curada e continuar crescendo em todos os aspectos”, empolga-se, ao comemorar a capa da Revista Veja, edição 36, publicada em 6 de setembro deste ano, com o título: Revolução na cura do câncer.

Tripé que sustenta

“O que me sustenta e me faz sentir completa é o triângulo formado por Deus, minha família e meu trabalho. Eu preciso de Deus para alinhar minha vida, e sem família e trabalho fico vazia”, sintetiza a instrutora.

A fé e a determinação de Elizângela são, sem sombra de dúvidas, âncora e porto-seguro para a cura almejada e exemplo de vida e superação para todos que compartilham sua companhia.

Leia os outros textos da série:

Eu, minha trajetória profissional e meu plano de saúde - Luiz Gonzaga Pereira Batista


Por: Comunicação/Postal Saúde
Foto: Arquivo pessoal