No Brasil, são registrados, todos os anos, mais de 13 mil suicídios e, no mundo, esse número alcança mais de um milhão de pessoas. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de substâncias tóxicas.
Desde 2003, o dia 10 de setembro é considerado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data foi criada pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial da Saúde para chamar a atenção de governos e da sociedade civil sobre a importância do assunto.
No Brasil, participam da campanha a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Centro de Valorização da Vida (CVV).
Por que falar é a melhor solução?
A campanha do CVV – Centro de Valorização da Vida para o Setembro Amarelo deste ano é “Falar é a melhor solução”. A sociedade em geral precisa reconhecer sinais, diferenciar mitos e verdades, ouvir profissionais e ter acesso a formas de apoio, como o próprio CVV. Em geral, quem pensa em suicídio não quer necessariamente morrer, mas “matar a dor”. Só não sabe como. Por isso é tão importante a escuta ativa. Escutar e acolher são as atitudes mais adequadas para ajudar alguém nessa situação de sofrimento extrem0.
Confira os principais mitos e verdades sobre o suicídio:
Verdades
- Em geral, os suicídios são premeditados, e as pessoas dão sinais de suas intenções.
- Reconhecer os sinais de alerta e oferecer apoio ajudam a prevenir o suicídio.
- A expressão do desejo suicida nunca deve ser interpretada como simples ameaça ou chantagem emocional. Perguntar sobre a intenção de suicídio não aumenta nas pessoas o desejo de cometer o suicídio.
- Nem todos os suicídios estão associados a outros casos de suicídio na família
Mitos
- A pessoa que tem a intenção de tirar a própria vida não avisa.
- O suicídio não pode ser prevenido.
- Pessoas que falam sobre suicídio só querem chamar a atenção.
- A pessoa que supera uma crise de suicídio ou sobrevive a uma tentativa está fora de perigo.
- Falar sobre suicídio pode estimular sua realização.
- O suicídio é hereditário.
Origem do Setembro Amarelo
O Setembro Amarelo começou nos EUA, em 1994, quando o jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio. Mike era um rapaz muito habilidoso e restaurou um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. Por conta disso, ficou conhecido como “Mustang Mike”. Seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar sua morte. No dia do velório, foi feita uma cesta com muitos cartões decorados com fitas amarelas. Dentro deles tinha a mensagem “Se você precisar, peça ajuda”. A iniciativa foi o estopim para um movimento importante de prevenção ao suicídio, pois os cartões chegaram realmente às mãos de pessoas que precisavam de apoio. Em consequência dessa triste história, o laço amarelo foi escolhido como símbolo da luta contra o suicídio.
Precisa de ajuda?
Você não está sozinho! Ligue para o serviço 188 do Centro de Valorização da Vida ( CVV). Voluntários estão à sua disposição para escutar o seu problema e oferecer o acolhimento e a ajuda que você precisa. O serviço é gratuito e funciona todos os dias da semana, 24 h por dia.
Quer saber mais sobre o assunto?
Leia a Cartilha do CVV “Suicídio: Saber, agir e prevenir”
Por: Comunicação/Postal Saúde
Fontes:
Setembro Amarelo.org
Centro de Valorização da Vida (CVV)
O Globo
TJDFT